Livni fala em ''abrir mão de metade de Israel'' pela paz

Líder do partido mais votado na eleição da última semana, o centrista Kadima, a chanceler Tzipi Livni afirmou ontem ser "necessário abrir mão de metade da Terra de Israel", utilizando um termo bíblico que designa o atual território israelense, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Com a declaração, feita durante um encontro com cem líderes da comunidade judaica dos EUA, Livni reforçou suas diferenças com seu principal rival, o líder do partido direitista Likud, Binyamin Netanyahu.Na eleição do dia 10, o Kadima foi o partido mais votado, conquistando 28 cadeiras da Knesset (Parlamento). A maioria do Legislativo, entretanto, ficou com os partidos de direita e extrema direita - o maior deles, o Likud, que obteve 27 assentos. Juntas, as legendas direitistas têm agora 65 das 120 vagas. Os dois partidos que encabeçaram a eleição cantaram vitória após a apuração dos votos. O impasse deverá ser contornado nos próximos dias por meio de uma negociação entre os partidos mediada pelo presidente Shimon Peres, que apontará o novo premiê: Livni ou Netanyahu.Na contramão do discurso pela solução de dois Estados, o líder do Likud reiterou, no mesmo encontro com líderes dos EUA, sua oposição a qualquer acordo que garanta soberania real à Autoridade Palestina (AP). "Os palestinos devem se governar, mas não devem ter certos poderes capazes de ameaçar nossa segurança." O líder também criticou qualquer retirada unilateral israelense de terras palestinas.NEGOCIAÇÃO COM O HAMASAutoridades de Israel afirmaram que um acordo com o Hamas sobre a libertação do cabo Guilad Shalit, sequestrado pelo grupo palestino em 2006, pode ser firmado até amanhã. A negociação levaria também ao reforço da trégua em Gaza.

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