Livni pedirá à China sanções drásticas contra o Irã

China e Rússia são membros do Conselho de Segurança que se opõem a um endurecimento das sanções contra o Irã

28 de outubro de 2007 | 06h08

A ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, pedirá ao Governo da China sanções "drásticas" contra o regime de Teerã até convencer-lhe a interromper seu programa nuclear. Livni, que na noite deste sábado viajou a Pequim para uma visita oficial de três dias, considera que qualquer "vacilação" por parte da comunidade internacional será mal-interpretada pelo Irã. "A imposição de sanções drásticas contra o Irã neste momento é muito importante. Qualquer tipo de vacilação é interpretada de forma errônea tanto pelo Irã como por seus vizinhos", manifestou a ministra ao jornal "Yedioth Ahronoth" antes de viajar. A visita da chefe da diplomacia israelense à China faz parte de uma campanha para conseguir que o Conselho de Segurança das Nações Unidas imponha sanções mais duras contra o Irã. "É preciso aumentar as sanções. São necessárias sanções drásticas, dolorosas e significativas", acrescenta a ministra. China e Rússia são os dois membros do Conselho de Segurança que se opõem a um endurecimento das sanções contra o Irã, alegando que o país tem direito à energia nuclear com fins pacíficos. "A China é um país decisivo e até agora foi um fator que moderou muito o tipo de sanções (impostas)", afirmou. Livni pedir mais uma vez que a comunidade internacional se junte a um boicote econômico e comercial contra o Irã similar ao iniciado pelos Estados Unidos há poucos dias. Na semana passada, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, apresentou um pedido similar à Rússia durante uma visita-relâmpago e não programada a Moscou.

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