Livro de Bob Woodward critica George W. Bush

Um livro do jornalista americano Bob Woodward, do Washington Post, coloca em dúvida a eficiência damáquina de guerra dos Estados Unidos nos ataques ao Afeganistãoe traça o perfil do presidente americano George W. Bush como umlíder de temperamento forte e impaciente. Em Bush na Guerra, Woodward, de 59 anos, diz que o governoamericano gastou cerca de US$ 70 milhões em pagamentos asenhores da guerra afegãos para que dessem suporte às açõesmilitares americanas. Woodward ouviu mais de cem pessoas paraescrever seu livro, no qual narra o planejamento e a execução daguerra do Afeganistão. Bob Woodward é autor de quatro livros sobre política etornou-se mundialmente conhecido por sua investigação sobre oEscândalo Watergate ao lado do colega Carl Bernstein, na décadade 70, que culminou com a renúncia de Nixon. Bush na Guerra descreve as tensas conversas sobre a melhorestratégia de uma operação militar no Afeganistão. De acordo comWoodward, o secretário de Estado Colin Powell freqüentemente sedesentendia com outros membro do governo Bush. Parte dos US$ 70 milhões pagos pela CIA aos chefes tribais doAfeganistão foi destinada à construção de hospitais paraferidos. O livro de Bob Woodward, porém, não se limita apenas àcampanha americana no Afeganistão. Fala também do estilo pessoalde Bush em suas negociações com outros líderes mundiais, estilodescrito pelo jornalista como "impaciente". Woodwardentrevistou o presidente Bush, que, em alguns momentos, chegou agritar com o repórter. O presidente disse, por exemplo, quesente aversão ao líder da Coréia do Norte Kim Jong Il. "Sintouma reação visceral por esse tipo porque está matando seu povode fome. Sei que ele mantém enormes campos de concentração paratorturar e destruir famílias." O presidente deu ainda a entender que, embora não pense eminvadir a Coréia do Norte, não tolera o status quo do país. "Não devemos nos movimentar tão rápido porque os custos serãoenormes, caso queiramos derrubar esse tipo (Kim Jong Il)." O livro Bush na Guerra será lançado nas próximas semanas nosEstados Unidos, mas trechos da obra foram publicados na ediçãode hoje do Washington Post.

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