Livro japonês sobre a Segunda Guerra irrita coreanos

A Coréia do Sul vai convocar para consultas seu embaixador no Japão a fim de protestar contra um recentemente aprovado livro didático de história que, para Seul, encobre as atrocidades japonesas na Ásia durante a Segunda Guerra Mundial, informou hoje o governo. A Coréia do Norte também protestou contra o livro do Japão.O embaixador sul-coreano Choi Sang-ryong retornará a Seul nesta terça-feira para conversas com seu governo sobre como a Coréia do Sul deve tratar a questão do livro escolar. "O retorno será temporário e não se prolongará por muito tempo", disse o assistente do Ministério do Exterior Lim Sung-joon.O governo vinha sendo criticado por não assumir uma posição mais dura na questão do livro japonês, que para muitos sul-coreanos ameniza o regime colonial do Japão na península Coreana de 1910 a 1945.Organizações civis têm promovido manifestações de rua exigindo que o Japão revise o controvertido livro da escola secundária. O governo japonês tem descartado fazer uma revisão.O governo de Seul também planeja usar uma reunião amanhã do Comitê de Direitos Humanos da ONU em Genebra para pedir a revisão do livro, anunciou o Ministério do Exterior.Autoridades sul-coreanas dizem que o livro escolar, escrito por um grupo de professores nacionalistas japoneses, justifica a invasão da Ásia pelo Japão no início do século 20 e não menciona que coreanas e outras mulheres asiáticas foram transformadas em escravas sexuais pelas tropas japonesas.

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