Livro sobre Diana poderia ter sido evitado, diz mordomo

O ex-mordomo amplamente criticado por ter escrito um livro com escandalosas revelações sobre a princesa Diana defende que a família real poderia ter contido o projeto simplesmente dando mais atenção a ele. "Apenas um telefonema poderia tê-lo contido, apenas uma. Seria pedir muito?", disse Paul Burrell em uma entrevista que será transmitida hoje pela British Broadcasting Corp. A polêmica causada pelo livro A Royal Duty (Uma tarefa real) lhe deu ainda mais publicidade no exato dia de seu lançamento. Amigos e parentes de Diana qualificaram Burrell como um abutre por estar se aproveitando de seus laços com a princesa para promover seu livro. Os príncipes William e Henry, filhos de Diana, divulgaram na última sexta-feira uma declaração segundo a qual o ex-mordomo cometeu uma "traição fria e aberta". Entretanto, o ex-mordomo queixou-se que os príncipes e a família real em geral lhe deram pouco apoio quando foi acusado, em 2002, de ter roubado alguns pertences de Diana. Ele foi libertado depois de a rainha Elizabeth II ter confirmado que Burrell avisou a ela que mantinha consigo alguns objetos da falecida princesa para guardá-los. "Tudo teria sido bem diferente se o telefone tivesse tocado e eles dissessem: ´Paul, lamentamos muito não tê-lo podido ajudar durante o processo. Não foi possível mesmo. Por que não vem a Londres com Maria (sua esposa) e seus filhos para que façamos algo?", disse ele à BBC. Burrell disse ter aceitado uma oferta dos príncipes para se reunir, mas não esclareceu quando tal encontro acontecerá. Ele também não descarta a possibilidade de escrever um novo livro com mais detalhes sobre os segredos que compartilhou com Diana. "Por enquanto não tenho planos de escrever um novo livro, mas não sei o que pode acontecer no futuro", disse ele à BBC. "Não sabia que isso aconteceria há seis anos e não sei agora."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.