Livro sobre Palin fala de sexo e traição

A ex-governadora e o marido negaram as 'asquerosas mentiras', que podem arruinar sua candidatura

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / WASHINGTON

No momento em que os pré-candidatos republicanos à Casa Branca buscam desesperadamente reforçar sua identidade conservadora, Sarah Palin, a estridente líder da facção mais radical da oposição, ganhou destaque nesta semana pelas acusações de que ela cheirou cocaína, pelo menos uma vez, dormiu com um colega negro na universidade e traiu o marido com o sócio dele.

Os relatos estão na biografia não autorizada The Rogue: Searching for a Real Sarah Palin (A infame: buscando a real Sarah Palin, em tradução livre), do jornalista e escritor Joe McGinniss.

O livro chega às livrarias no momento em que Palin estuda se apresentará sua candidatura nas eleições presidenciais de 2012. A decisão será anunciada no fim do mês. Os detalhes das informações não confirmadas que estão no livro não seriam nada favoráveis a um político liberal nos EUA. Mas para um ícone do Tea Party, como Palin, pode ser ainda mais complicado.

A ex-governadora do Alasca e ex-candidata à vice-presidência em 2008 teria cheirado cocaína durante um passeio de snowmobile e atropelado um tambor de óleo de 55 litros. Aos 23 anos, solteira e estudante da Universidade de Michigan, ela ficou escandalizada consigo mesma por ter tido um affaire com um negro. Sua vítima foi Glen Rice, ex-craque da NBA que confirmou o caso a McGinniss. Sarah ainda teria pago uma infidelidade do marido, Todd Palin, na mesma moeda - com relações com o sócio dele, Brad Hanson.

Sarah e Hanson negaram o caso. Em comunicado, Todd condenou McGinniss e seu livro "cheio de asquerosas mentiras, insinuações e fofocas". "Este é um homem que se aproximou implacavelmente de minha família, a ponto de mudar-se para a casa ao lado da nossa para nos ameaçar e espionar, para satisfazer sua repugnante obsessão pela minha mulher", afirmou Todd.

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