Livros de ficção podem ter inspirado terroristas

Livros de ficção escritos anos atrás pelo escritor norte-americano Tom Clancy, autor de obras como "Caçada ao Outubro Vermelho", "Perigo Real e Imediato" e "Jogos Patrióticos", podem ter inspirado os ataques terroristas de hoje nos EUA. O uso de aviões comerciais como armas contra edifícios é descrito em "Debt of Honor", de 1994. O livro conta a história de uma nova guerra entre os EUA e o Japão, e culmina com o seqüestro de um Boeing 747 da Japan Airlines por um dos pilotos da própria empresa, que havia perdido um filho no conflito. O piloto falsifica os registros de vôo e leva o avião, sem passageiros, mas carregado de combustíveis, para Washington. Chegando ao espaço aéreo da capital norte-americana, ele simula problemas técnicos para enganar o sistema de controle aéreo, desvia o avião da rota para o centro da cidade e lança o jato contra o Capitólio, sede do Congresso dos EUA. O lançamento de ataques simultâneos contra alvos em várias cidades norte-americanas é descrito em outro livro de Clancy, "Executive Orders", de 1996. Nele, um líder religioso radical do Irã envia agentes com latas de aerosol contendo vírus Ebola para várias cidades dos EUA. O vírus é disseminado e causa milhares de mortes antes que as autoridades norte-americanas se dessem conta do que estava acontecendo. A retaliação dos EUA acaba sendo lançar um míssil armado com uma ogiva nuclear contra a cidade iraniana onde vivia o responsável pelos atentados. A mistura de armas nucleares com terrorismo aparece em "The Sum of All Fears", de 1991. Nesse livro, Clancy conta como terroristas palestinos se apossam de uma bomba atômica não-detonada, derrubada por engano pela Força Aérea de Israel nas colinas de Golã, na guerra de 1973. A arma é preparada por um cientista nuclear aposentado da extinta Alemanha Oriental e contrabandeada para os EUA. Lá, ela é colocada num furgão de uma emissora de TV e detonada do lado de fora de um estádio de futebol em Denver, causando milhares de mortes.

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