Lixeiros fazem greve e sujeira volta às ruas de Nápoles

As ruas de Nápoles amanheceram cheias de lixo hoje por causa de uma paralisação dos lixeiros na cidade italiana, realizada no dia anterior. A situação lembra a crise do lixo ocorrida em Nápoles alguns anos atrás.

AE, Agência Estado

16 de junho de 2010 | 12h43

Montanhas de lixo pela cidade causaram o temor de um novo impasse, que, em 2007 e 2008, resultou em dezenas de milhares de toneladas de lixo acumuladas na metrópole italiana. Algumas pessoas tentaram queimar um caminhão de coleta de resíduos, enquanto outras atearam fogo ontem em cestos de lixo, segundo a agência Ansa.

A grande maioria dos lixeiros da cidade, 93%, aderiu ontem à greve de 24 horas. Eles protestavam contra o atraso no pagamento de salários e um plano de reestruturação da companhia pública que gerencia a coleta de lixo, segundo a Ansa. A área de Nápoles esteve sob uma "emergência de estado sobre a disposição do lixo" de 1994 até o fim do ano passado.

Em março, a mais alta corte da União Europeia (UE) criticou a Itália por seu fracasso em limpar a sujeira entre 2007 e 2008, causando "risco à saúde humana e prejuízos ao ambiente". O problema de longa data é atribuído à falta de incineradores locais e ao fato de lixões da região serem controlados pela máfia local, a Camorra. Alguns desses depósitos de lixo foram usados ilegalmente para o descarte de lixo tóxico. Em março de 2009, foi inaugurado um novo incinerador na região. As informações são da Dow Jones.

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