Lobbies e doadores tentam influir em 146 propostas

Proposições estaduais vão desde liberalização da maconha até exigência para que médicos façam testes antidroga

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2014 | 02h02

Grupos de lobby e empresas aguardavam ontem o resultado de 146 proposições que - em várias regiões do país - atraíram milhões de dólares em patrocínio. Os pequenos plebiscitos sobre temas como aumento do salário mínimo ou liberação da maconha foram os que receberam o maior volume de doações privadas.

O recorde de financiamento de uma medida desta vez foi o de uma proposta do Estado da Califórnia que aumenta os limites da reivindicação de reparação econômica que um paciente pode exigir em casos de negligência médica. Ela também estabelece que os médicos se submetam a testes aleatórios de alcoolemia e consumo de drogas.

Segundo a organização Ballotpedia, os que apoiavam a medida, impulsionada por advogados dos consumidores, arrecadaram mais de US$ 12 milhões, enquanto os que se opunham a ela, em sua maioria associações médicas, superaram os US$ 57 milhões.

Uma proposta no Estado de Oregon que pedia que os rótulos dos alimentos especificassem seus ingredientes geneticamente modificados mobilizou mais de US$ 20 milhões em financiamento favorável e contrário ao projeto.

Dessa quantia, US$ 16,3 milhões eram procedentes de multinacionais como Monsanto, Dow AgroScience, Dupont, Kraft, Kellogg's, PepsiCo e Coca-Cola, empresas de uma coalizão que se opõe à medida, enquanto a campanha a favor da identificação no rótulo dos alimentos obteve pouco mais de US$ 6 milhões.

Entre as 146 propostas apresentadas nas eleições de ontem, em 41 Estados e no Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington, estavam temas como aborto, administração da Justiça, financiamento da educação, imigração, direitos dos pais, salário dos funcionários estaduais, seguros, impostos e direito ao voto. / EFE

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