Lobby cubano exige compromisso de Shannon

Arturo Valenzuela foi oficialmente empossado ontem, no Departamento de Estado, como novo secretário-assistente para o Hemisfério Ocidental, substituindo Thomas Shannon no principal posto diplomático dos Estados Unidos para a América Latina. Shannon, enquanto isso, fica no limbo.

AE, Agencia Estado

11 Novembro 2009 | 08h43

Indicado para ocupar a Embaixada Americana em Brasília, ele enfrenta a oposição do lobby cubano-americano no Congresso. A bancada ligada aos interesses dos imigrantes da ilha pede garantias de que a Casa Branca não baixará uma medida permitindo que todos os norte-americanos possam viajar de maneira irrestrita a Cuba. Obama já permitiu que parentes façam visitas irrestritas.

Shannon se encontrou ontem com George LeMieux, senador que está obstruindo sua confirmação no cargo. LeMieux enviará a Shannon um questionário até o fim da semana e, dependendo das respostas, decidirá se retira ou não seu veto. Mas, mesmo que LeMieux recue, os senadores David Vitter, de Louisiana, e Bob Menendez, de New Jersey, ambos ligados ao lobby cubano-americano, estão na fila para apresentar seus vetos também.

Shannon conduziu o processo que acabou com a suspensão de Cuba na Organização dos Estados Americanos (OEA), no início do ano. Até agora, nada mudou e Cuba continua fora da organização. O lobby cubano, porém, foi contrariado e pede mudanças na política para Cuba como condição para aprovar o nome de Shannon. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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