Lobby dos golpistas tenta evitar novas sanções

Os militares, políticos e empresários que destituíram o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, estão começando a organizar seu lobby nos EUA. Na segunda-feira, chegou a Washington uma delegação enviada pelo governo de facto de Honduras que inclui um professor universitário e um líder trabalhista cristão-democrata, além de empresários. O objetivo é evitar que novas sanções econômicas sejam adotadas contra o país e tentar convencer os americanos de que o golpe do dia 28 impediu que Honduras se tornasse uma "ditadura comunista" nas mãos de Zelaya. Desde que o presidente hondurenho foi deposto, os EUA cancelaram a ajuda financeira e a cooperação militar com Honduras. Nos últimos dias, o embaixador americano no país, Hugo Llorens, vem entrando em contato com empresários para alertá-los que poderão ser adotadas sanções econômicas ainda mais duras se o governo de facto não restituir Zelaya. A economia de Honduras é bastante dependente dos EUA. Café e banana são os produtos mais importantes de sua pauta de exportações, e têm como destino, principalmente, o mercado american. As remessas de divisas de imigrantes hondurenhos, que vivem em cidades americanas, representam um quarto do PIB. Além dos EUA, outros países e organizações já adotaram medidas de pressão contra o governo de facto. O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento suspenderam créditos de mais de US$ 200 milhões ao país e a Venezuela cortou o envio de petróleo subsidiado.

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