Lobby israelense nos EUA pressiona por mais sanção

WASHINGTON - O lobby pró-Israel nos EUA e alguns senadores democratas e republicanos defendem que o Congresso continue o processo de votação de novas sanções contra o Irã, mesmo que seja obtido um acordo para suspensão temporária de enriquecimento de urânio por Teerã.

Cláudia Trevisan, correspondente em Washington,

09 de novembro de 2013 | 00h47

A Câmara dos Representantes, de maioria republicana, já aprovou penalidades econômicas adicionais em julho. No Senado, onde os democratas têm maioria, o assunto avançou mais lentamente em razão do pedido do governo Barack Obama de mais tempo para negociar um acordo com o Irã.

Na quinta-feira, porém, o presidente da Comissão Bancária do Senado, o democrata Tim Johnson, anunciou que apresentaria a proposta de sanções aos membros do grupo, o que permitirá que o texto chegue ao plenário. Se for aprovado, o projeto não entrará em vigor imediatamente, pois terá de ser "harmonizado" com o que foi aprovado na Câmara quatro meses atrás.

Na opinião de David Harris, diretor da American Jewish Committee (AJC), a perspectiva de novas sanções exercerá pressão adicional sobre Teerã. "O governo será capaz de apontar para o que vem pela frente se os iranianos não cooperarem", escreveu Harris em artigo publicado esta semana no jornal israelense Haaretz.

Segundo a agência de notícias judaica JTA, as principais entidades que representam a comunidade nos EUA rejeitaram um pedido de Obama de suspender por 60 dias o lobby em defesa de novas sanções.

A rejeição foi liderada pela AJC e a Aipac - a maior entidade de defesa dos interesses de Israel no país -, que declarou que não haverá "pausa, adiamento ou moratória" na pressão sobre Teerã. O senador republicano Bob Corker anunciou que apresentará proposta para impedir que o Executivo suspenda ou reduza as sanções contra o Irã.

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