Lobby pró-armas americano quer guardas em escolas

Para NRA, 'única pessoa que pode impedir um cara mau com uma arma é um cara bom com uma arma'; lobby é criticado

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2012 | 02h05

A Associação Nacional do Rifle dos Estados Unidos (NRA, na sigla em inglês) defendeu ontem a contratação de seguranças armados em escolas de ensino fundamental para proteger crianças de massacres como o de Newtown, que na semana passada deixou 28 mortos. A associação, a mais influente do lobby pró-armas nos EUA, se opõe a um controle mais rígido do porte de armas no país.

O vice-presidente executivo do grupo, Wayne La Pierre, leu uma declaração à imprensa durante um evento da NRA em Washington, mas não aceitou responder a perguntas dos jornalistas.

"A única maneira de impedir um monstro de matar nossas crianças e envolver-se pessoalmente e investir num plano de proteção absoluta", disse La Pierre. "A única coisa que pode parar um cara mau com uma arma é um cara bom com uma arma."

Na opinião do porta-voz da NRA, vetar armas em escolas americanas não é a solução. "Isso apenas diz a todo matador maluco da América que as escolas são um lugar seguro onde eles podem ter um desempenho máximo com um risco mínimo", acrescentou La Pierre.

Críticas. A proposta da NRA foi rapidamente contestada por políticos favoráveis ao controle de armas nos Estados Unidos. O prefeito de Nova York, o independente Michael Bloomberg, divulgou um comunicado no qual considerou as declarações do grupo uma "distração vergonhosa da crise que os Estados Unidos enfrentam".

O senador Frank Lautenberg, democrata de Nova Jersey, classificou de inacreditáveis as declarações do executivo da NRA. "Depois de uma tragédia como a de Newtown, a NRA quer encher nossas comunidades com revólveres e armar mais americanos", criticou por meio de comunicado. / NYT

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