(AP Photo/J. Scott Applewhite, File)
(AP Photo/J. Scott Applewhite, File)

Lobby pró-armas rejeita propostas feitas por Trump

NRA afirmou ser contra o aumento da idade mínima para a compra de rifles e fuzis ou qualquer outra proibição na questão da venda de armas

O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2018 | 20h58

WASHINGTON - A Associação Nacional de Rifle dos Estados Unidos (NRA, na sigla em inglês) rejeitou neste domingo, 25, as propostas do presidente Donald Trump e outros republicanos para mudar as leis de armas após o ataque em uma escola em Parkland, na Flórida, que deixou 17 mortos e deu origem a um movimento de estudantes por mais rigor nas leis.

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O principal lobby pró-armas não apoia as iniciativas de Trump para aumentar o limite da idade permitida para a compra de certos tipos de armas, como os fuzis de estilo militar AR-15, iguais ao usado por Nikolas Cruz no massacre na escola Marjory Stoneman Douglas. A NRA também rejeita a proibição de acessórios que permitem que rifles semiautomáticos disparem centenas de vezes por minuto, disse uma porta-voz no programa de televisão This Week, do Canal ABC. “A NRA não apoia qualquer proibição”, disse Dana Loesch.

Na semana passada, o CEO da NRA, Wayne LaPierre, havia dito que o direito de ter armas foi dado “por Deus” a todos os americanos e não pode ser tirado pelos homens. 

Após o massacre do dia 14, Trump deu um pequeno passo para um possível reforço do controle de armas ao apoiar um projeto de lei para aumentar o alcance da base de dados federais para impedir que pessoas com antecedentes criminais possam comprar armas.

Na semana passada, Trump mudou o foco da resposta aos massacres no país do controle de armas para a segurança nas escolas e defendeu que professores pudessem ser treinados e portar armas nas escolas. 

Trump recebeu financiamento da NRA para sua campanha presidencial de 2016 e muitas vezes reforça o seu apoio ao direito constitucional de ter armas, a 2.ª Emenda. 

Ao se declarar a favor da elevação da idade mínima para compra de rifles e fuzis de 18 para 21 anos, Trump entrou em confronto pela primeira vez com o poderoso lobby pró-armas.

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A entidade sustenta que o aumento da idade viola direitos constitucionais. Apesar de poderem adquirir fuzis em alguns Estados, menores de 21 anos são proibidos de comprar bebidas alcoólicas em todo o país. Nikolas Cruz tinha 19 anos e comprou um fuzil modelo AR-15 legalmente. 

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A NRA também enfrenta outras frentes de ataques. O massacre do dia 14 mobilizou estudantes para pressionar por restrições em vendas de armas e encorajou várias empresas a cortar seus vínculos com o lobby, além de dar novas energias aos grupos ativistas pelo controle de armas.

Estados. Os pedidos de endurecimento na legislação podem ir além da Flórida. O ataque em Parkland foi tema do encontro da Associação Nacional de Governadores no fim de semana, quando governadores democratas e republicanos disseram considerar adotar leis mais rígidas para a posse de armas em seus Estados. 

A proposta sobre a idade mínima para a compra de determinadas armas, por exemplo, ganhou o apoio do governador da Flórida, Rick Scott, antigo partidário da NRA, e do governador de Ohio, John Kasich. Governadores de Michigan, Tennessee e Colorado afirmaram que estão repensando o tema e estão abertos a mudanças. / REUTERS E W. POST 

 

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