Local das explosões em Boston deve ser reaberto hoje

Uma semana após as explosões, o local do incidente em Boston está prestes a ser reaberto, no mesmo dia em que Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, foi indiciado por envolvimento no ataque. A segunda-feira foi marcada por homenagens de moradores de Boston e de outras cidades do país, que paralisaram suas atividades para dedicar um minuto de silêncio às vítimas. Também hoje, a promotoria dos EUA elevou o número de feridos pelas bombas da maratona de Boston, de mais de 180, para mais de 200. Não foram divulgados mais detalhes.

AE, Agência Estado

22 de abril de 2013 | 19h21

Uma parte do distrito financeiro de Boston será reaberta na noite desta segunda-feira depois ter sido isolada como cena de crime na semana passada. O plano foi anunciado pelo prefeito da cidade, Thomas Menino.

Às 14h50 locais de hoje (15h50 em Brasília), sinos dobraram por todo o Estado de Massachusetts. Três pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas há uma semana, quando duas bombas explodiram perto da linha de chegada da maratona. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, respeitou um minuto de silêncio em particular na Casa Branca, sem cobertura da imprensa, informou sua assessoria de imprensa.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o secretário de Justiça Eric Holder detalhou as acusações contra Dzhokhar Tsarnaev e afirmou que ele pode ser sentenciado à pena de morte. Acusado, entre outras coisas, de conspirar para usar arma de destruição em massa, Tsarnaev foi indiciado no leito do hospital Beth Israel, disse Gary Wente, do Tribunal Federal de Recursos do 1º Circuito. Ele está internado em estado grave, mas estável. Pouco antes, a Casa Branca informou que Tsarnaev não seria julgado como combatente inimigo na justiça militar dos Estados Unidos.

Dzhokhar Tsarnaev e seu irmão mais velho, Tamerlan, são suspeitos de executar o atentado da segunda-feira passada contra Boston. Tamerlan morreu quando fugia da polícia. Dzhokhar foi preso na noite de sexta-feira.

Em 2011, Tamerlan foi interrogado pela Polícia Federal norte-americana (FBI, na sigla em inglês) a pedido de um outro governo, que o FBI não identificou formalmente, mas autoridades disseram ser a Rússia. Neste domingo, democratas e republicanos criticaram em programas de televisão a atuação da polícia dos EUA, dizendo que ela poderia ter evitado o atentado de última semana com investigações sobre Tamerlan.

O secretário de Imprensa da Casa Branca, Jay Carney, defendeu o FBI dizendo que eles fizeram um trabalho "extraordinário" após o ataque. Ele disse que está claro que a polícia atendeu o pedido de investigação da Rússia. "Eles o investigaram detalhadamente e não encontraram atividade terrorista, nem doméstica e nem estrangeira", disse Carney. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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