Oli SCARFF / AFP
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Lojas reabrem no Reino Unido e restaurantes voltam a receber clientes em Paris

Países europeus tentam retomar à normalidade temendo segunda onda; Espanha inicia projeto-piloto recebendo turistas alemães

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2020 | 12h00
Atualizado 15 de junho de 2020 | 14h00

As lojas de roupas estão abertas, mas os provadores permanecem fechados. As livrarias permitem que os clientes entrem, mas qualquer item tocado e não adquirido vai para uma quarentena. E os revendedores jóias de sofisticadas fazem adaptações aos negócios para descontaminar pulseiras de diamantes e colares de ouro. Em diferentes países europeus, as regras vão mudando com o passar das semanas para buscar o equilíbrio entre a retomada da atividade econômica e a luta contra a pandemia em desaceleração no continente. 

No Reino Unido, as lojas que vendem bens não essenciais reabriram nesta segunda-feira, 15, pela primeira vez em quase três meses. A medida é parte de uma tentativa global mais ampla de retomar o comércio mesmo quando o vírus permanece profundamente entrelaçado no tecido da sociedade

O país foi um dos últimos da Europa a fechar o comércio e agora é um dos últimos a permitir provisoriamente a reabertura das lojas. Com muitas precauções. Pela primeira vez, todas as pessoas que usam transporte público deverão usar máscaras. Restaurantes, bares e academias de ginástica permanecem fechados.

França 

Na França, os proprietários de restaurantes em Paris esperaram mais de três meses, mas nesta segunda puderam receber clientes dentro de suas instalações. "Estamos prontos e ansiosos para trabalhar!", afirma Francisco Ferrández com um sorriso, enquanto termina de preparar as mesas para seu restaurante, La Bocca, em uma animada rua no centro de Paris. 

O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou uma "primeira vitória" contra o vírus e disse que todos os negócios poderiam retomar esta semana. Mas alertou que "o verão de 2020 será diferente de qualquer outro", disse. 

Os parisienses já podiam tomar café ou provar um prato em restaurantes desde 2 de junho, mas apenas nas áreas externas. No centro de Paris, perto da famosa Opéra Garnier, alguns estabelecimentos lendários do bairro também mantinham as cortinas fechadas, como o Vaudeville. Para receber os clientes, os restaurantes devem manter um metro de distância entre cada mesa e os funcionários devem usar máscaras.

No entanto, outros parisienses continuam céticos, como Yoan, 35, que almoçou em uma pequena cervejaria no Quartier Latin. "Não havia muitas pessoas. Apenas algumas mesas estavam ocupadas. As pessoas ainda têm medo de uma segunda onda", diz ele.

Já a Espanha reabriu as portas a um grupo seleto de turistas alemães em um projeto turístico que levará 10 mil veranistas às Ilhas Baleares para descobrir como o turismo em massa pode funcionar em tempos de coronavírus. 

Os hotéis estão limitados a uma ocupação de 50% e terão câmeras infravermelhas nas entradas para medir a temperatura corporal dos hóspedes. “Será mais tranquilo do que o normal”, disse um turista de camiseta e máscara. “Mas é uma boa sensação que tudo esteja recomeçando. Que possamos viajar novamente.” 

A Espanha, um dos destinos turísticos mais populares do mundo, começou a se fechar para o turismo internacional depois que a epidemia provocou a declaração de um estado de emergência no dia 14 de março, mas o governo vinha sendo cada vez mais pressionado a reativar um setor que emprego um de cada oito trabalhadores do país.

Reabertura de fronteiras 

Nesta segunda, vários países europeus suspendem as restrições de fronteiras internas. A Itália começou uma reabertura gradual em 4 de maio, e muitas lojas, restaurantes e outras atividades estão em funcionamento. Bélgica, França e Grécia restabeleceram a livre-circulação com todos os países do continente.

A Grécia, que tem sua economia amplamente baseada no turismo, vai além e convida os turistas de vários países que não integram a UE, como Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul e China.  / The New York Times, Reuters e AFP

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