Londres enviará forças ao Iraque para treinar soldados contra o EI

Detalhes da contribuição não foram informados; ministro britânico afirma que não serão enviados militares de terra

O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2014 | 14h43

LONDRES - A Grã-Bretanha enviará ao Iraque em janeiro um número adicional de soldados para ajudar a treinar às forças locais que lutam contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informou neste sábado, 13, o ministro da Defesa britânico, Michael Fallon.

Os detalhes da contribuição ainda não estão finalizados, mas consistirá em um pequeno contingente, de "poucas centenas", pensado como força de desdobramento rápido, acrescentou o ministro britânico.

Atualmente, 50 soldados britânicos ajudam a treinar às forças iraquianas e curdas que lutam para recuperar o terreno dominado pelo EI.

Aviões da Real Força Aérea britânica (RAF) participam há vários meses em missões de reconhecimento e de combate contra posições do EI no Iraque, mas não na Síria.

Em declarações ao jornal The Daily Telegraph, Fallon disse que o importante é assegurar que as forças locais estejam bem treinadas e equipadas para lançar uma ofensiva efetiva contra os jihadistas, pois está descartado o envio de forças de terra. "Nossa missão agora, além dos ataques aéreos, será cada vez mais o treinamento. Em particular, o que tenha a ver com artefatos (explosivos) nas estradas."

O EI controla uma ampla área do Iraque e da vizinha Síria com o objetivo de estabelecer um califado, proclamado em junho por seu líder, Abu Bakr Al Bagadi.

O governo britânico está alarmado pelo alcance da violência dos jihadistas e pela quantidade de jovens muçulmanos da Grã-Bretanha que viajaram à Síria para unir-se à luta do EI, motivo pelo qual levou ao Parlamento um projeto de lei de segurança com o objetivo de tomar medidas em escolas e universidades para impedir que jovens sejam radicalizados. /EFE

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