Londres exige rendição de assassinos dos soldados ingleses

As forças britânicas deram aos dirigentes civis da cidade de Majar Al-Kabir, no Iraque, um prazo de 48 horas para que entreguem os insurgentes que mataram seis membros da polícia militar inglesa, após uma violenta demonstração em que morreram quatro civis iraquianos. Oficiais do exército britânico se reuniram nesta quarta-feira com sete membros do conselho administrativo na localidade próxima de Amarah e exigiram a rendição dos atacantes, disse Qassem Nimeh, funcionário do escritório do prefeito de Majar Al-Kabir.Moradores da cidade, furiosos com a morte dos quatro civis durante uma demonstração na terça-feira, mataram a tiros os seis membros da polícia militar britânica.Em Londres, o primeiro-ministro Tony Blair considerou hoje ?séria? a situação da segurança no Iraque e pediu maiores esforços em prol da estabilidade após o incidente que resultou nas mortes dos seis militares britânicos - o maior número de mortos entre soldados da Grã-Bretranha desde a queda do regime de Saddam Hussein no Iraque. Londres responde pela maior parte da segurança no sul do país ocupado.Perante a Câmara dos comuns, Blair expressou suas condolências pela morte dos seis militares, cujos corpos foram resgatados em Majar AL-Kabir, onde davam treinamento à polícia local. O premiê disse aos legisladores que a região onde atuam as tropas inglesas é perigosa porque seus habitantes habitualmente andam armados.Por sua vez, o secretário (ministro) de Defesa Geoff Hoon disse nesta quarta-feira que, a partir do incidente de ontem, seu ministério está revendo a forma pela qual as tropas britânicas vêm atuando no Iraque, e até mesmo se seus soldados devem voltar a usar capacetes e coletes à prova de balas, em lugar de boinas. Hoon também disse que está sendo investigado se há vínculos entre o ataque de ontem e o de segunda-feira na mesma cidade, também contra militares britânicos, que deixou oito deles feridos, dois deles gravemente.

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