Mohammad Hannon/Arquivo/AP
Mohammad Hannon/Arquivo/AP

Londres pede saída imediata de britânicos de Benghazi

Ministério de Relações Exteriores afirma que foi feita uma ameaça aos ocidentais que estão na região

AE, Agência Estado

24 de janeiro de 2013 | 13h40

LONDRES - O Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido pediu aos cidadãos britânicos que estejam na cidade líbia de Benghazi para deixar imediatamente o local, já que foi feita uma ameaça aos ocidentais que estão na região.

O ministério já havia feito advertências contra todo o tipo de viagem a Benghazi desde dezembro, mas nesta quinta-feira, 24, disse ter tomado ciência de uma "ameaça específica e iminente". O órgão pediu a todos os cidadãos britânicos que ainda estão na cidade que "saiam imediatamente", mas negou-se a falar sobre a natureza da ameaça.

A advertência sobre Benghazi, que abriga os escritórios de muitas empresas estrangeiras do setor petrolífero, foi feita depois de o governo líbio ter declarado, na quarta-feira, que estava intensificando a segurança em seus campos de exploração de petróleo após o ataque a uma usina de gás na Argélia na semana passada. O ataque, contra uma instalação operada pela britânica BP, pela norueguesa Statoil e pela estatal argelina Sonatrach, deixou pelo menos 37 trabalhadores estrangeiros mortos.

Vários especialistas na região destacaram que a indústria petrolífera da Líbia - onde operam gigantes do setor como a BP, a norte-americana ConocoPhillips e a italiana Eni SPa - é um dos alvos mais prováveis para um ataque terrorista após o episódio ocorrido na Argélia.

Muitos dos campos de exploração de petróleo e gás do país estão localizados em regiões desérticas pouco povoadas no oeste da Líbia, não muito longe da fronteira com a Argélia. E após a queda do ex-ditador Muamar Kadafi em 2011, a segurança se deteriorou bastante no país, afirmam especialistas.

A BP, a maior empresa britânica do setor de petróleo a operar na Líbia "está preocupada com a segurança (em território líbio), tendo em vista a situação na Argélia", declarou o vice-ministro do Petróleo líbio, Omar Shakmak, nesta quinta-feira. Porém, um porta-voz da companhia não revelou se está sendo revisado seu esquema de segurança na região e afirmou que a empresa não tem funcionários em Benghazi.

A advertência britânica sobre a segurança na Líbia foi feita também um dia depois de a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton ter testemunhado perante o Congresso a respeito do ataque realizado contra a missão diplomática dos Estados Unidos em Benghazi em 11 de setembro de 2012, que resultou na morte do embaixador norte-americano na Líbia e outros três norte-americanos.

O Ministério de Relações Exteriores britânico não tem presença diplomática em Benghazi, onde o levante contra Kadafi teve início em 2011.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones

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