Londres pedirá apoio de Dilma contra Assad

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, vai pedir à presidente Dilma Rousseff que se junte ao apelo internacional por uma pressão cada vez maior sobre o regime de Bashar Assad, na Síria. Dilma desembarca hoje na Grã-Bretanha para reuniões com o governo e para assistir à abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, na sexta-feira.

JAMIL CHADE, ENVIADO ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h02

A Grã-Bretanha vem adotando uma posição de liderança na pressão contra Assad, em parte assumindo o papel tradicionalmente conduzido pelos EUA no que se refere à Síria.As eleições americanas em novembro têm limitado a capacidade do presidente Barack Obama de reagir de forma mais dura.

Cameron passou a adotar desde a semana passada nova estratégia em relação aos sírios. A ideia é apoiar o plano de Kofi Annan para convencer o governo Assad e a oposição a negociar a formação de um governo de transição. No fim da semana, o chanceler britânico, William Hague, disse que Londres vai "buscar a aprovação de novas sanções por parte da União Europeia e aliados".

Segundo o Estado apurou, Cameron deixará claro a Dilma que essa será a posição que a Grã-Bretanha quer incentivar no Conselho de Segurança da ONU e outros fóruns internacionais.

Para completar, Londres não esconde que pedirá um apoio cada vez mais abrangente da comunidade internacional para a oposição síria. Apesar de o Brasil não fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, os britânicos creem que o País tem um papel de influência e ainda mantém canais de comunicação com Damasco, algo que a Europa já teria perdido. Outro elemento seria a capacidade de Brasília dialogar tanto com a China quanto com a Rússia, parceiros nos Brics. Moscou e Pequim resistem em aprovar qualquer tipo de resolução condenando Assad.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.