EFE/HAYOUNG JEON
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Londres precisa manter seus compromissos com refugiados, alerta ONU

Nos últimos meses, entidade tem alertado para os riscos de discursos políticos populista e xenófobos. Nesta sexta-feira, limitou-se a dizer que 'nada muda' com relação às regras que Londres terá de seguir em razão da onda migratória

Jamil Chade, correspondente / Genebra, O Estado de S. Paulo

24 Junho 2016 | 08h16

GENEBRA - A ONU alerta que a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia (UE) não poderá afetar seus compromissos em relação aos refugiados e imigrantes. Nos últimos meses, a entidade tem alertado para os riscos de discursos políticos populistas e xenófobos. Mas nesta sexta-feira, 24, se limitou a lançar um alerta de que "nada muda" em comparação às regras que Londres terá de seguir em razão da onda de refugiados. 

"Trata-se de uma decisão soberana", disse o Alto Comissariado da ONU para Refugiados. "Mas todas as regras e obrigações continuam valendo. O resultado não muda os compromissos com o direito internacional", afirmou, em uma referência às regras estabelecidas em 1951 e que criam um compromisso de governos em receber refugiados e de não os expulsar de volta a países em guerra. 

A ONU preferiu não se pronunciar sobre a campanha favorável à saída do Reino Unido, com base em um discurso contra a imigração. "Esse é um tema mais amplo", alertou a entidade. 

A Organização Internacional de Migrações (OIM) também lançou um alerta aos britânicos, insistindo que a decisão de sair da UE não pode significar mudanças no tratamento de imigrantes. "Respeitamos a decisão. Mas uma migração administrada precisa garantir que haja segurança para todos", declarou, Joel Millman, porta-voz da OIM. 

Nesta sexta-feira, o governo húngaro de Viktor Orbán apontou que a decisão de Londres foi "uma resposta à pressão migratória", Budapeste tem sido acusada de fechar suas fronteiras para refugiados sírios. "O assunto decisivo foi a migração e respeitamos a decisão", disse. "É um direito de todas as nações decidir sobre seu destino. Bruxelas precisa escutar a voz das pessoas", Orbán.

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