Londres prevê 30 anos de presença militar no Afeganistão

Para embaixador, conflito pode ser a maior missão diplomática dos britânicos

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h08

O Reino Unido terá que continuar no Afeganistão durante pelo menos 30 anos para ajudar o país a combater a pobreza e o terrorismo, segundo o novo embaixador britânico em Cabul, citado pela BBC. A embaixada na capital afegã, comandada por Sherard Cowper-Coles, poderá se tornar a maior missão diplomática do Reino Unido, superando inclusive a representação em Washington, previu a emissora. O Reino Unido planeja reforçar sua missão no Afeganistão com pessoal extra. O objetivo é evitar uma situação de caos como a que vive o Iraque, onde há também um grande contingente militar britânico. Os planos incluem um aumento da presença militar no país, até um total de 7.700 soldados, ao longo deste ano. A maior parte dos militares está na província de Helmand, no sul do país, enfrentando os taleban. As prioridades da presença britânica serão combater a corrupção, ajudar a construir instituições de governo no sul do país e combater a produção de ópio, segundo fontes do Ministério de Relações Exteriores.

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