Londres reforça policiamento de modo 'sem precedentes'

Premiê reconvoca o Parlamento para lidar com distúrbios e promete levar culpados aos tribunais

estadão.com.br

09 de agosto de 2011 | 14h48

Policiais observam um dos locais destruídos pelos manifestantes em Londres

 

LONDRES - A cidade de Londres nunca viu tantos policiais acionados nas ruas da cidade, disse nesta terça-feira, 9, o vice-comissário-assistente da Scotland Yard, Stephen Kavanagh. As declarações do oficial são feitas em meio aos distúrbios que a cidade vive desde sábado à noite, quando tiveram início protestos pela morte de um vigia que se espalharam e levaram caos à capital britânica.

 

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Kavanagh, disse que o efetivo da polícia nas ruas foi ampliado de uma maneira nunca vista ante os mais de três dias de violência na capital. Segundo o primeiro-ministro David Cameron, serão 16 mil militares nas ruas - 10 mil a mais que antes. As autoridades tentam evitar que os manifestantes continuem saqueando lojas e incendiando carros e prédios.

 

O oficial ainda disse que a polícia considera usar balas de borracha como "uma das táticas" para dispersar futuras manifestações, o que representaria um degrau acima na ação das autoridades contra a violência. As forças de segurança londrinas nunca usaram deste recurso para enfrentar protestos.

 

A Scotland Yard informou que 563 pessoas foram presas até a tarde desta terça-feira, 9, por envolvimento nos protestos "sem precedentes" na capital britânica. As autoridades de Birmingham, outra cidade na qual ocorreram saques e confrontos, prenderam outras 35 pessoas. Liverpool, Bristol e Manchester também registraram ocorrências do tipo.

 

De acordo com o comandante Simon Foy, a Scotland Yard ainda indiciou mais de cem suspeitos desde que os distúrbios tiveram início, na noite do último sábado, quando jovens saíram às ruas para protestar contra a morte de um vigia em Tottenham, no norte da capital. Na segunda-feira, as manifestações se espalharam para outras regiões e cidades e deixaram um morto.

 

Cameron, que encurtou as férias na Itália para tratar das rebeliões com um comitê especial do governo, reconvocou o Parlamento para uma sessão de emergência na quinta-feira. Ele disse que culpados pela destruição "enfrentarão a lei". A onda de distúrbios levantou questões sobre a situação da segurança na cidade, que sediará a Olimpíada de 2012 em pouco menos de um ano.

Reuters e Associated Press

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