Eduardo Vergudo/AP
Eduardo Vergudo/AP

Em encontro, México e Alemanha reafirmam compromisso com livre comércio

Alemanha é o terceiro país que mais investe no México, atrás apenas de Estados Unidos e Espanha

O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2017 | 01h35

CIDADE DO MÉXICO - México e Alemanha, países que são alvos de alguns tuítes enfurecidos por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmaram na sexta-feira, 9, a intenção de fortalecer as suas relações comerciais.  

A chanceler alemã Angela Merkel, que tem tido conflitos com Washington nos últimos dias, visitou o México com uma delegação empresarial para ampliar as relações entre os países, com um comércio bilateral de cerca de US$ 18 bilhões. 

A presença alemã é importante para o México, em particular pelas indústrias de automóveis como Volkswagen e Audi, que contribuíram para o país latinoamericano tornar-se o sétimo maior produtor de veículos do mundo. Um dos motivos para isso é o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), iniciado em 1994, que permite ao país acessar o mercado dos EUA sem impostos sobre a exportação. O México destina aos Estados Unidos 80% de suas exportações. 

Agora, empresas alemãs encaram o México como um ponto de exportação para vários lugares do mundo, além dos EUA. Um exemplo do interesse é que os investimentos estrangeiros diretos provenientes da Alemanha alcançaram US$ 2,395 bilhões no ano passado, atrás apenas de EUA e Espanha. 

Além da indústria automobilística, empresas alemãs dos ramos farmacêutico, químico, elétrico e eletrônico têm forte presença no México. Atualmente são 1.900 companhias com capital alemão no país, com geração de 120 mil empregos.   

"A visita de Angela Merkel reforça e fortalece essa relação, sobretudo pelo momento geopolítico que estamos vivendo", disse Alonso de Gortari, diretor executivo da agência mexicana de promoção de comércio e investimento, a ProMéxico. 

"Pelos acontecimentos recentes, a posição mexicana e a alemã têm mais coincidências do que nunca", continuou. O presidente Enrique Peña Nieto e Angela Merkel reafirmaram seu compromisso com o livre comércio e a defesa do meio ambiente, temas espinhosos para Trump.

Angela Merkel começou em 8 de junho, em Buenos Aires, uma viagem internacional pela América Latina. O deestino final era a Cidade do México. Os dois países latinoamericanos são parte do G20, grupo das 20 nações mais industrializadas do mundo. Em 2018, Mauricio Macri, líder argentino, deve assumir a presidência do grupo. / AFP

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