AP Photo/Pavel Golovkin
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Longevidade de Putin no poder impressiona, mas não é recorde

Vencedor da eleição presidencial, líder russo chegara ao fim de seu próximo mandato, em 2024, com quase um quarto de século no poder; recorde, excluindo monarquias, é de Fidel Castro, que ficou 49 anos no comando de Cuba

O Estado de S.Paulo

18 Março 2018 | 18h05

PARIS - Vladimir Putin entrará ao final de seu próximo mandato, em 2024, para o clube dos dirigentes com um quarto de século no poder, mas ainda ficará longe dos recordes de Fidel Castro, Kim Il-sung ou Muamar Kadafi.

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Sem falar das realezas, que, por definição, estão no trono de forma vitalícia: neste sentido, Elizabeth II, da Inglaterra, aos 91 anos, é a decana dos monarcas, com 66 anos de reinado.

Nomeado primeiro-ministro em 1999, Vladimir Putin foi eleito presidente em 2000. Em 2008, depois de dois mandatos, cedeu o Kremlin para seu primeiro-ministro Dmitri Medvedev e se colocou à frente do governo. Voltou à presidência em 2012.

Chiang Kai-shek, ou Fidel

Na história contemporânea, alguns dirigentes estiveram no poder durante mais de 40 anos. O recorde de longevidade pertence ao cubano Fidel Castro, que ficou no poder de 1959 até ceder a presidência para seu irmão Raúl Castro 49 anos depois.

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O líder nacionalista chinês Chiang Kai-shek dirigiu o país durante 47 anos, até se refugiar em Taiwan em 1949. Atrás dele, estão o fundador e dirigente da Coreia do Norte, Kim Il-sung (46 anos) e o líder albanês Enver Hodja (40 anos).

Mais recentemente, Muamar Kadafi governou a Líbia durante quase 42 anos, antes de ser assassinado em 2011 durante um movimento de protesto que resultou em um conflito armado. Também na África, Omar Bongo Ondimba, que chegou ao poder no Gabão em 1967, morreu depois de controlar o poder por mais de 41 anos.

Líderes veteranos que seguem governando

Com 38 anos no poder da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema detém o recorde absoluto de longevidade política de chefes de Estado no cargo, sem contar as monarquias.

Paul Biya, de 85 anos, está há 35 anos no poder em Camarões e poderá se apresentar para um sétimo mandato na eleição presidencial prevista para este ano.

Com Xi Jingping, chineses se unem à nova era dos homens fortes

No Congo, Denis Sassou Nguesso governa há 34 anos, enquanto o primeiro-ministro Hun Sen é o homem forte do Camboja há 33 anos, seguido pelo ugandense Yoweri Museveni, há 32 anos no poder.

Omar Bashir, que chegou ao poder no Sudão com um golpe de Estado em 1989, dirige o país há mais de 28 anos, como faz no Casaquistão Nursultan Nazarbayev, que já estava à frente do país na época soviética como primeiro-secretário do Partido Comunista.

No Irã, o aitolá Ali Khamenei também está há mais de 28 anos ocupando o cargo de Líder Supremo da República Islâmica, depois da morte do imã Khomeini, em 1989.

No Chade, Idriss Déby, reeleito em 2016 para um quinto mandato, governa há 27 anos. Já Emomali Rakhmov, que tomou as rédeas do Tajiquistão em 1992, desde a dissolução da URSS, dirige o país com mão de ferro há 25 anos.

Seu colega eritreu, Isaias Afewerki, também governa há um quarto de século, desde a independência de seu país em 1993. / AFP

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