Lonmin ameaça demitir quem não retornar até 2ªf

A mineradora Lonmin, terceira maior produtora mundial de platina, afirmou hoje que os funcionários que participaram de uma greve ilegal há uma semana têm até o início de seus turnos na segunda-feira para retornar ao trabalho ou serão demitidos. O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, declarou hoje semana de Luto Nacional após um conflito entre a polícia e trabalhadores grevistas, que matou 34 pessoas na mina Marikana da companhia na semana passada.

AE, Agência Estado

19 de agosto de 2012 | 11h50

A Lonmin, tinha feito o ultimato para que os trabalhadores voltassem à mina na semana passada, mas ampliou o prazo final. Segundo a companhia, 3 mil trabalhadores participaram de uma greve ilegal há uma semana na mina Marikana, seu único ativo em operação. Os trabalhadores exigem um aumento salarial de 4 mil rands por mês (US$ 485,50 por mês) para 12.500 rands por mês. A greve aumentou rapidamente e antes do tiroteio na quinta-feira, dez pessoas já tinham morrido, incluindo dois policiais.

A mina Marikana não se encontra em produção porque não há trabalhadores suficientes, ou eles estão com medo de represálias de grevistas. Como resultado, Lonmin disse na semana passada que já perdeu 15.000 onças-troy de produção e provavelmente não conseguirá cumprir sua meta para o ano cheio de 750.000 onças-troy.

A companhia disse que, se a situação na mina, que continua sob controle, mas tensa, mudar durante a noite, ela reconsiderará o prazo final para o retorno dos trabalhadores.

A Lonmin afirmou também que a reportagem do Sunday Times, de que está planejando fazer uma emissão de direito de US$ 1 bilhão é "pura especulação". As informações são da Dow Jones.

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