López Obrador encerra protestos na Cidade do México

A Avenida Paseo de la Reforma e outras ruas do coração da Cidade do México foram reabertas ao trânsito nesta sexta-feira depois de permanecerem bloqueadas durante um mês e meio por ativistas de esquerda em rejeição à suposta fraude das eleições de 2 de julho. A conhecida avenida, na qual estão os principais museus e os mais luxuosos hotéis da cidade, além de levar ao centro histórico da cidade e ao Zócalo, esteve bloqueada por acampamentos de ativistas de esquerda apoiadores do candidato presidencial Andrés Manuel López Obrador. A obstrução, que gerou um grande descontentamento em boa parte da população local, se deu no marco de uma série de ações de resistência civil por parte da coalizão de esquerda Pelo Bem de Todos, em rejeição ao resultado das eleições presidenciais de 2 de julho. A aliança qualificou de "fraudulentas" as eleições, onde emergiu como ganhador o candidato do Partido Ação Nacional (PAN, direita), Felipe Calderón. A desocupação da principal avenida da Cidade do México aconteceu na véspera das festas pelo 196º aniversário da Independência Nacional que inclui um desfile militar."Tudo voltou ao normal", disse César Yáñez, porta-voz de López Obrador.Durante o primeiro mês de bloqueio, diversas empresas registraram prejuízos de cerca de US$ 300 milhões. Cerca de 800 trabalhadores foram demitidos no mesmo período.Na área onde os acampamentos foram levantados, conhecida como corredor Reforma-Centro Histórico, há 32.000 empresas comerciais, turísticas e de serviços.

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