Los Angeles quer acabar com 'farmácias de maconha'

O Conselho Municipal de Los Angeles decidiu por unanimidade na terça-feira proibir lojas com fachadas comerciais que vendem maconha para fins medicinais, uma prática que viola a lei federal dos EUA.

ERIC KELSEY, Reuters

25 de julho de 2012 | 10h29

A decisão, por 14 x 0 votos, ocorre após medidas judiciais conflitantes sobre a competência de autoridades locais da Califórnia para fecharem esses estabelecimentos. Alguns observadores dizem que a questão pode chegar à Suprema Corte do Estado.

Em 1996, o eleitorado californiano aprovou em referendo o uso medicinal da maconha, o que ensejou a abertura de um grande número dessas lojas, conhecidas como "dispensários".

Outros 16 Estados dos EUA, mais o Distrito de Columbia (Distrito Federal) autorizam atualmente o uso médico da maconha, mas o governo federal continua qualificando a erva como um narcótico perigoso e ilegal, e já fechou dispensários em vários Estados.

Até mesmo em Los Angeles, onde algumas autoridades apoiam que pacientes com câncer ou Aids tenham fácil acesso à droga, alguns políticos tentam há anos controlar o funcionamento dos dispensários. Críticos dizem que essas lucrativas lojas, com fachadas voltadas para a rua e iluminadas com néons, abastecem usuários em geral. Muitos moradores se queixam do cheiro forte nos arredores, e alguns pais manifestam temores de que seus filhos sejam atraídos para o consumo.

Há cerca de 750 dispensários registrados em Los Angeles, e até 200 outros em situação irregular. Nenhuma outra cidade dos EUA tem tantos estabelecimentos desse tipo.

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