Suliman el-Oteify/AP
Suliman el-Oteify/AP

Lufthansa e Turkish Airlines suspendem voos para a Península do Sinai

Companhias aéreas optaram pela medida por questões de segurança depois que aeronave russa caiu na região; acidente pode ter sido causado por um dispositivo explosivo a bordo

O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 13h05

LONDRES - A companhia aérea alemã Lufthansa e a turca Turkish Airlines anunciaram nesta quinta-feira, 5, a suspensão do tráfego aéreo na Península do Sinai, no Egito, por questões de segurança após o avião da companhia russa Metrojet, nome comercial da empresa Kogalymavia, ter caído no sábado, matando todos os 224 a bordo. Decisão semelhante já havia sido adotada anteriormente pela francesa Air France.

As companhias aéreas subsidiárias da Lufthansa, Edelweiss e Eurowings, foram criadas para voar duas vezes por semana para o resort Sharm el- Sheikh, de onde o avião da Metrojet partiu. Os voos para o Cairo não foram afetados pela medida.

A Turkish Airlines disse que a restrição valia para voos que sairiam de Istambul. Além disso, a companhia aérea enviaria uma equipe de segurança para o resort para avaliar os procedimentos aeroportuários.

A Lufthansa afirmou que estava em contato com o Ministério de Relações Exteriores da Alemanha e com as empresas de viagens locais para organizar voos de volta para os visitantes do resort.

Na quarta-feira, a Grã-Bretanha anunciou a suspensão de todos os voos para a Península do Sinai. O ministro britânico das Relações Exteriores, Philip Hammond, disse que há "uma possibilidade significativa" de o acidente ter sido causado por um dispositivo explosivo a bordo. 

A Ucrânia também proibiu que suas companhias aéreas sobrevoem a península. "Está proibido sobrevoar após o ponto de navegação aérea PASOS (que passa pelo espaço aéreo egípcio)", indicou uma ordem do serviço nacional de aviação ucraniano. A decisão de Kiev se soma a outras similares de países como Irlanda e Holanda. 

Em julho do ao passado, o avião que fazia o voo MH17 da Malaysia Airlines se despedaçou sobre a Ucrânia ao ser atingido por "objetos com muita energia", como afirmaram relatórios de segurança. O acidente sobre território controlado por rebeldes pró-Rússia no leste do país matou 298 pessoas, dois terços das quais holandesas.

O governo britânico decidiu na quarta-feira suspender os voos que saíam e chegavam à cidade egípcia de Sharm el-Sheikh. O primeiro-ministro David Cameron disse que é "provável" que o avião russo tenha sido derrubado por uma bomba e anunciou uma operação para a retirada de 20 mil turistas britânicos

Para Hany Ramsay, vice-chefe do aeroporto de Sharm el-Sheikh, os britânicos agiram "muito cedo". "Outros países podem segui-lo", afirmou Ramsay, sugerindo que pode haver motivos políticos e comerciais por trás da medida. "Eles querem afetar o turismo e causar confusão", destacou. /EFE e ASSOCIATED PRESS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.