Andrés Cristaldo/Efe
Andrés Cristaldo/Efe

Lugo descarta renúncia após aprovação de início de processo de impeachment

Proposta chegou após violento confronto gerado por ordem de despejo de trabalhadores sem-terra

Ansa,

21 de junho de 2012 | 12h41

ASSUNÇÃO - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, declarou que continua sendo presidente, mesmo com a aprovação na Câmara dos Deputados de seu julgamento político.

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"Este presidente não vai renunciar", atestou Lugo, após boatos de que ele poderia decidir pela sua renúncia em uma reunião que manteve com seus colaboradores mais próximos e seu chefe de Gabinete, Miguel López Perito.

A declaração surge no mesmo momento em que a Câmara aprova, por 76 votos a favor e um contra, além de três ausências, o início do julgamento político do mandatário por mau desempenho de suas funções. O projeto precisava da aprovação de dois terços dos 80 parlamentares e, agora, será encaminhado ao Senado, onde Lugo será julgado.

A Câmara também nomeou uma comissão de cinco deputados, que sustentarão a acusação contra o presidente frente aos senadores.

O julgamento foi promovido pelo conservador Partido Colorado, de oposição, após o massacre de 11 sem-terras e seis policiais na semana passada, ocorrido durante uma ação de desapropriação em uma fazenda privada em Curugutay, a 350 quilômetros de Assunção.

Lugo ainda é acusado de suposta conivência com os membros do grupo armado ilegal Exército do Povo Paraguaio (EPP) e com líderes considerados violentos do movimento sem-terra.

Pela primeira vez, há a possibilidade do chefe de Estado do Paraguai ser afastado de seu cargo, por causa do julgamento político no Congresso.

 
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