Lugo diz rejeitar sanções econômicas

Ex-presidente afirma não querer que medidas internacionais contra o novo governo paraguaio prejudiquem a população do país

ASSUNÇÃO, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h07

O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo afirmou ontem que não tenta tomar nenhuma atitude contra o novo governo de seu país que possa vir a resultar em sanções internacionais que prejudiquem a população e a economia do Paraguai.

Em um comunicado, o líder destituído diz que não busca nenhum tipo de "castigo econômico" contra seu país. "Somos conscientes de que as medidas de bloqueio e isolamento acabam sendo prejudiciais para todos os paraguaios", diz o texto, emitido após Lugo ter se reunido com seu "gabinete paralelo" e representantes políticos de esquerda na sede do socialista Partido País Solidário (PPS), em Assunção.

A declaração do ex-presidente foi feita após a Organização dos Estados Americanos (OEA) realizar, na véspera, uma sessão extraordinária que determinou o envio de uma missão ao Paraguai para investigar o processo relâmpago de impeachment que destituiu Lugo na sexta-feira. Na visão do novo governo, no entanto, o procedimento seguiu os trâmites constitucionais.

Lugo tem a intenção de entrar com um recurso na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), tribunal autônomo ligado à OEA, com a esperança de que sua deposição seja declarada inconstitucional e possa ter seu poder restituído.

"Responsabilizamos o vice-presidente Federico Franco pelas consequências econômicas que possam ser observadas após sua desvairada aventura golpista", declarou Lugo.

Segundo o jornal La Nación, o ex-presidente poderá se candidatar ao Senado em 2013 e, para tanto, pede união na coalizão de esquerda Frente Guasú. / AP, AFP e AE

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