Lugo fará exame de DNA por suposto filho

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que há 12 dias começou um tratamento contra um linfoma, será submetido amanhã a um exame de DNA para determinar se ele é pai de um menino de quase 3 anos de idade, segundo confirmaram os porta-vozes do governo.

AE-AP, Agência Estado

23 de agosto de 2010 | 15h34

Lugo, de 59 anos, é um ex-bispo católico. Ele realizou agenda oficial em sua residência e não no palácio do governo, por recomendação dos médicos que detectaram câncer no seu sistema linfático, no tórax e na terceira vértebra lombar.

"Os técnicos de três laboratórios tomarão do presidente uma amostra de sangue por ordem de uma juíza de menores, Ana Ovelar", disse para jornalistas Marcos Fariña, advogado do chefe de Estado. Fariña explicou que em cerca de duas semanas estarão prontos os resultados para se saber se Lugo é pai de Juan Pablo, filho de Hortensia Damiana Morán, a terceira mulher que apresentou uma denúncia de paternidade na justiça.

O diretor da Secretaria de Comunicação Social do governo, Augusto Dos Santos, explicou, em conversa com jornalistas, que Lugo permanecerá toda a semana na residência oficial de Mburuvichá, mas "eventualmente poderia ir ao palácio de governo". A reunião habitual de ministros de hoje foi adiada por oito dias, esclareceu Santos.

O hematólogo Alfredo Boccia, que acompanha permanentemente Lugo, comentou que não ficaram sequelas da primeira sessão de quimioterapia, realizada no início de agosto no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "O presidente é robusto, tem mais de 100 quilos e não tem sintomas", afirmou o médico, negando os rumores segundo os quais Lugo havia perdido peso.

Os meios de comunicação de Assunção difundiram hoje uma queixa de Pompeyo Lugo, irmão mais novo do presidente, de que os médicos foram negligentes, por uma suposta demora no diagnóstico do problema. O câncer do presidente é controlável, segundo os médicos.

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