Lugo inicia gestão com 100 decretos

Presidente do Paraguai designa ministros e compra remédios e alimentos para indígenas e comunidades pobres

ASSOCIATED PRESS E AFP, O Estadao de S.Paulo

19 de agosto de 2008 | 00h00

O novo presidente paraguaio, o ex-bispo Fernando Lugo, assinou ontem seus primeiros cem decretos, que dispõem sobre a nomeação de ministros e funcionários do governo, a compra medicamentos para hospitais públicos e alimentos para populações pobres e comunidades indígenas. O anúncio foi feito pelo porta-voz Augusto dos Santos. "O chefe de Estado designou vice-ministros e diretores gerais", disse.O ministro de Emergência Nacional, Camilo Soares, reuniu na madrugada de segunda-feira uma frota de 10 caminhões para entregar alimentos e roupas para cerca de 2 mil pessoas: "Na semana passada, por causa de um tornado de quatro minutos, compatriotas mais pobres dos Departamentos (Estados) de San Pedro e Concepción perderam suas casas, colheitas e animais", disse Soares, referindo-se a regiões que estão a 300 e 450 quilômetros ao norte de Assunção.Lugo, reuniu sua equipe política para traçar planos que garantam a governabilidade do Paraguai, uma das promessas feitas por ele quando assumiu o cargo, na última sexta-feira. De acordo com o secretário-geral da Presidência, Miguel López Perito, a luta contra a pobreza, a geração de empregos e a melhoria dos serviços básicos, como saúde e educação "são questões prioritárias" nos projetos que o presidente apresentará ao Congresso.O novo ministro da Economia, Dionisio Borda, destacou as metas do governo Lugo em sua área. "(Queremos) melhorar o desempenho das políticas públicas, corrigir as falhas da mercado e orientar nossas estratégias (para atingir) três objetivos fundamentais: crescimento econômico contínuo com mais emprego e melhor distribuição de renda, um Estado com maior institucionalidade e um Estado socialmente mais responsável."Ao anunciar a compra de mais medicamentos, a nova ministra da Saúde, Esperanza Martínez, criticou o governo anterior, de Nicanor Duarte: "O mais grave é que o ministério tinha dinheiro mas as autoridades anteriores não usavam."

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