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Lula aceita participação do País na missão após aval de Uribe

Assessor do presidente interrompe férias e segue hoje para Caracas

Brasília, O Estadao de S.Paulo

27 de dezembro de 2007 | 00h00

O assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia viaja hoje para Caracas, para integrar o grupo de representantes de países que estão colaborando com a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). A participação de Marco Aurélio foi pedida pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.De acordo com informação do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou anteontem e ontem com Hugo Chávez, que pediu a participação do Brasil no grupo que tem trabalhado pela libertação dos reféns. Lula disse que o Brasil faria parte da missão, desde que o governo da Colômbia concordasse. Com o sim do presidente Álvaro Uribe, Marco Aurélio Garcia foi destacado para viajar para Caracas. Ele estava de férias.PORTUNHOL DE LULADurante as mais de duas horas de entrevista coletiva no Palácio de Miraflores, no centro de Caracas, Chávez agradeceu a ajuda brasileira e aproveitou para fazer piada sobre a fluência do presidente Lula no idioma espanhol. "Eu conversei com o Lula ontem (sobre a participação do Brasil na entrega dos seqüestrados) e ele está falando muito melhor o portunhol. Vocês não acreditam. Quando ele assumiu, eu entendia só 40% do que ele falava. Agora não, melhorou muito!", disse, arrancando gargalhadas de jornalistas e assessores.Marco Aurélio Garcia também foi alvo das brincadeiras de Chávez. Depois de anunciar que o assessor especial de Lula para assuntos internacionais seria o representante do Brasil na libertação dos reféns, o presidente venezuelano fez questão de elogiá-lo. "Marco Aurélio é muito experiente em questões internacionais e já participou de algumas bem delicadas", disse. E disparou em seguida: "Durante a revolução na Bolívia, há muitos anos (referência à queda do governo de Carlos Mesa em 2005), ele estava em Santa Cruz de la Sierra quando, por telefone, me falou: ?Chávez, estão lançando dinamite aqui. O que eu faço?? E eu respondi: ?Corre, Marco Aurélio, corre!?"LISANDRA PARAGUASSÚ; COLABOROU MARIANA DELLA BARBA, DE CARACAS

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