Lula acompanha crise na Bolívia; país continua sob protestos

Opositores são acusados de reduzir 10% do fornecimento de gás ao Brasil; manifestantes ocupam estradas

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

10 de setembro de 2008 | 17h56

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo informado por assessores sobre os conflitos na Bolívia, que provocaram a redução em 10% suas exportações de gás para o Brasil, segundo o presidente da estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Santos Ramírez. Isso ocorreu por conta de uma fissura em um dos gasodutos que ligam os campos produtores ao Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Os assessores de Lula têm acompanhado o desenrolar dos acontecimentos e mantido contato com autoridades bolivianas.       Veja também:Oposição explode gasoduto da Bolívia que abastece o Brasil Enviada do 'Estado' mostra imagens dos protestos na Bolívia  A preocupação maior das autoridades brasileiras é com a possibilidade de os conflitos provocarem maiores problemas no fornecimento de gás ao Brasil. Para assessores do presidente Lula, o conflito na Bolívia não exigiria que as Forças Armadas que atuam na fronteira fiquem de prontidão. O entendimento é que os conflitos não se configuram um problema militar.Manifestantes contrários ao governo do presidente boliviano, Evo Morales, tentaram fechar válvulas de uma instalação de gás na região de Villamontes, no sul do país. Segundo informações da YPFB, a válvula foi danificada, mas o fluxo de gás foi mantido.   Há mais de uma semana grupos opositores de Evo estão organizando ações como ocupações de estradas, invasões de edifícios públicos e tomadas de postos da fronteira com o Brasil, a Argentina e o Paraguai em cinco departamentos opositores - Santa Cruz, Tarija, Beni, Chuquisaca e Pando.  

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