Lula chega a Cuba e pode visitar Chávez

Maduro diz que presidente venezuelano, internado desde 11 de dezembro, está se recuperando e voltará de Havana mais cedo do que se pensa

HAVANA, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2013 | 02h06

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Cuba, onde o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está internado desde 11 de dezembro. Oficialmente, a agenda do presidente não inclui uma visita ao líder bolivariano, o que poderia ocorrer, segundo a agência France Presse. De acordo com sua assessoria, até a noite de ontem não havia confirmado um encontro entre os dois.

Os presidentes do Peru, Ollanta Humala, e da Argentina, Cristina Kirchner, visitaram Chávez no Centro de Investigações Médico Cirúrgicas de Havana este mês. Em dezembro, o boliviano Evo Morales e o equatoriano Rafael Correa também estiveram com o líder venezuelano.

Ontem, o ex-presidente brasileiro participou de cerimônias que marcam o aniversário de 160 anos do nascimento do líder independência cubana, José Martí, e depositou flores no túmulo do libertador.

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que Chávez, que ainda sofre de insuficiência respiratória após operar um câncer pélvico pela quarta vez, deve retornar em breve ao país. Maduro citou, durante a inauguração de uma escola em Barinas - terra natal do líder bolivariano -, frases que teriam sido ditas por ele em Havana no último encontro entre ambos, na semana passada.

Segundo o vice-presidente, Chávez ainda enfrenta uma batalha complexa por sua saúde, mas se recupera aos poucos. "Mais cedo do que nunca teremos o comandante aqui. Está escrito na história. Estará aqui a mando de nossa pátria", disse Maduro. "Nosso comandante luta uma batalha muito dura, mas com uma força de espírito fenomenal."

O herdeiro político de Chávez, que na segunda-feira apresentou uma carta firmada pelo presidente venezuelano na reunião de cúpula da Comunidade dos Estados da América Latina e Caribe (Celac), em Santiago, no Chile, participou da inauguração da escola Mamãe Rosa, no Estado de Barinas. "Estou muito otimista e confio plenamente nos tratamentos aos quais estou me submetendo", teria dito o presidente. "Venceremos. Estou me apegando a Cristo e à vida."

Ainda de acordo com o vice-presidente, Chávez pediu ao povo venezuelano que lute contra "as emboscadas da oposição".

O líder da Mesa de Unidade Democrática e governador de Miranda, Henrique Capriles, tem cobrado aparições públicas do presidente, o que não ocorre desde que ele viajou para Cuba.

O ministro da Defesa venezuelano, Diego Molero, voltou a ratificar ontem a lealdade incondicional da caserna a Chávez e a Maduro.

"Como membro das Forças Armadas, expresso o sentimento de toda a instituição de lealdade incondicional, agora mais do que nunca, ao nosso comandante", disse o ministro durante a inauguração da escola em Barinas. "Ratificamos que o Exército tem também a convicção clara e firme de lealdade incondicional aos poderes do vice-presidente e ao povo venezuelano."

Maduro foi designado por Chávez como seu sucessor antes da partida para a última cirurgia em Cuba. Caso o presidente fique impossibilitado de seguir no cargo, Maduro liderará o chavismo em novas eleições presidenciais. / EFE e AFP

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