Lula defenderá diálogo para volta de Honduras à OEA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderá um diálogo para a volta de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA). Em entrevista nesta manhã no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o porta-voz do Palácio do Planalto, Marcelo Baumbach, relatou que Lula, na viagem que fará na próxima semana ao México e a países da América Central, estará disposto a dialogar sobre uma reconciliação de Honduras com os demais países. "O presidente Lula acha que é, sim, importante que Honduras volte à OEA", disse.

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

19 de fevereiro de 2010 | 11h42

Lula participará em Cancún, na segunda e na terça-feira, da 2ª Cúpula América Latina e Caribe e da 21ª Cúpula do Grupo do Rio, integradas por chefes de Estado do continente. Baumbach afirmou que presidente não vai apresentar nenhuma proposta concreta para que Honduras retorne à OEA. Mas deixou claro que o governo brasileiro, mesmo sem apresentar condicionantes, avalia que é possível evoluir em um diálogo no momento em que Honduras já tem um presidente eleito, que é Porfírio Lobo.

O governo brasileiro avalia, segundo o porta-voz, que, para a reaproximação de Honduras aos demais países, é preciso que o governo hondurenho demonstre um compromisso com a reconciliação em seu próprio país. "O presidente acha que é importante que qualquer solução dada à crise em Honduras não crie precedentes a movimentos golpistas na América Latina", disse.

Segundo o porta-voz, a volta do presidente deposto Manuel Zelaya e a criação de uma comissão da verdade poderiam ser demonstrações de que o novo governo hondurenho está aberto ao diálogo, mas repetiu que isso não são condicionantes.

Auxiliares do presidente Lula avaliam que Honduras poderá sair das cúpulas da semana que vem mais próximo de se reintegrar à OEA. O governo brasileiro, segundo esses auxiliares, manterá a mesma posição tomada no decorrer da crise, de consultar os demais países antes de tomar qualquer medida, e agora não seria diferente. O governo brasileiro estará aberto ao debate.

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