Lula despacha mais 150 soldados para o Haiti

O presidente Luiz Inácio Lula de Silva enviou mais 150 soldados para compor a missão da ONU, encabeçada pelo Brasil, no Haiti. Os 120 soldados e 30 fuzileiros navais irão se unir aos 42 militares brasileiros que já se encontram na nação caribenha. Na sexta-feira foram despachados quatro navios com 161 homens a bordo, para uma viagem rumo ao Haiti que deverá durar 18 dias.Ao todo, o Brasil se comprometeu a mandar 1.200 militares, a fim de liderar a missão de paz das Nações Unidas no Haiti, substituindo a força de 3.600 homens liderada pelos EUA, que deixará o Haiti na terça-feira. A missão brasileira deve durar seis meses.Ao se despedir das tropas, o presidente Lula disse ter certeza de que os soldados sustentarão o nome do Brasil e os valores de paz e solidariedade em solo haitiano. O maior contingente de forças brasileiras, de 840 soldados, deverá deixar Brasília em 19 de junho. O presidente falou da importância da participação do Brasil na manutenção da paz e da democracia na região, justificando que "a instabilidade, ainda que longínqua, acaba gerando custos para todos nós". Para ele, "a manutenção da paz e da democracia tem seu preço e esse preço é o da participação". Lula, D. Marisa, cinco ministros e os comandantes das três forças estavam presentes à cerimônia na Base Aérea de Brasília. O ministro da Defesa, José Viegas, durante a cerimônia de embarque, alertou para os riscos da missão e admitiu que "ações de hostilidade podem acontecer" , acrescentando que "elas são improváveis mas não podem ser descartadas". Em entrevista após a cerimônia, explicou por que falou em riscos da missão, salientando que "ele é relativamente baixo", mas, "a rigor, não se pode dizer que não haja risco (durante a missão), porque, ao atravessar uma rua, corremos risco".O mandato da ONU permite a presença de até 6.700 militares estrangeiros no Haiti, sob comando brasileiro. O Chile já se comprometeu a enviar 650 homens, e a Argentina planeja mandar um máximo de 600. Paraguai e Uruguai também manifestaram a intenção de mandar soldados, mas não se sabe quantos.

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