Lula diz aguardar ''diálogo'' com Obama

Em mensagem, ele pede que esforço da região não seja frustrado pela crise

Denise Chrispim Marin, O Estadao de S.Paulo

22 de janeiro de 2009 | 00h00

Em sua primeira mensagem oficial ao presidente dos EUA, Barack Obama, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que compartilha da preocupação do novo governo americano com a busca de "soluções urgentes e profundas" para a crise econômica. Mas advertiu: "O Brasil e os demais países da América Latina souberam reconstruir nos últimos anos suas economias com inegáveis ganhos sociais e políticos. Esse esforço de dezenas de milhões de homens e mulheres não pode ser frustrado", defendeu Lula, lembrando que a turbulência mundial teve origem nos países desenvolvidos.Na mensagem, Lula informou que também compartilhava da visão multilateralista de Obama na busca de "soluções políticas para os grandes problemas que ameaçam a segurança coletiva". Referiu-se ao atual conflito entre Israel e palestinos e à herança belicista deixada pelo ex-presidente americano George W. Bush no Iraque e no Afeganistão. Nos últimos cinco anos, o presidente brasileiro manteve um contato afinado com Bush.O presidente brasileiro mencionou ainda que esperava "dar início pessoalmente a um diálogo fluido e proveitoso" com Obama em um "futuro próximo". O texto enviado pelo Palácio do Planalto à Casa Branca manteve um tom de cordialidade, ao contrário das mensagens públicas anteriores de Lula.No dia 15, em visita à Venezuela, Lula afirmou que esperava que "Deus pusesse a mão na cabeça de Obama" e lhe desse "inteligência e sensibilidade" para resolver logo a crise. O brasileiro defendeu ainda o fim do bloqueio a Cuba, o projeto de reeleição ilimitada de Hugo Chávez, além de aconselhar os líderes latino-americanos a conversarem o quanto antes com Obama.

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