Lula diz que não dará palpite em política cubana em sua visita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira à noite, em entrevista coletiva ao lado do presidente mexicano, Vicente Fox, que não fará nenhuma gestão a respeito da política interna cubana na visita que fará a Cuba nesta sexta-feira. Lula reiterou que não se trata de uma visita a seu amigo Fidel Castro, e sim de uma visita do chefe de Estado do Brasil ao chefe de Estado de Cuba. "Não é uma boa política se meter nos assuntos internos de um país. Não vou dar palpite sobre a política de outros países", declarou na residência presidencial mexicana de Los Pinos, após encontro de trabalho com Fox. Questionado duas vezes por jornalistas a respeito da possibilidade de fazer alguma gestão em favor da libertação de dissidentes políticos presos em Cuba por motivos políticos, Lula limitou-se a responder que sua posição política em relação ao regime de Havana já foi "dita, falada, escrita e conversada". O presidente comentou que, em diversas oportunidades, já apresentou a sua opinião sobre o direito à autodeterminação do povo cubano, mas que também já deixou claras "as discordâncias demonstradas ao longo da História". "É só ver a diferença entre o meu partido e o Partido Comunista de Cuba, é só ver a diferença entre as estruturas sindicais", disse. Lula disse que o Brasil mantém uma relação sólida com Cuba desde 1985 e que a questão política interna desse país poderá ser tratada em outro momento. "Tenho muito problema a resolver no Brasil. Se eu fizer uma parcela, já terei dado minha contribuição para a Humanidade. Nem eu nem qualquer outro chefe de Estado que chegue a um país e que o respeite pode ditar regras sobre a sua política interna." Lula destacou que, em sua visita, deverá tratar principalmente de oportunidades de integração econômico-comercial.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.