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Lula diz que o único problema de Honduras é Micheletti

Presidente disse que solução para a crise é a volta de Zelaya ao poder.

Marcia Bizzotto, BBC

06 de outubro de 2009 | 12h54

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o "único" problema de Honduras é ter na Presidência "alguém que não deveria estar ali", em referência ao presidente interino do país, Roberto Micheletti.

"Só tem uma coisa errada em Honduras: é estar na Presidência quem não deveria estar", disse Lula durante a conclusão da cúpula bilateral entre Brasil e União Europeia, em Estocolmo, na Suécia.

"A solução em Honduras seria simples se os que participaram do golpe de Estado saíssem e deixassem o presidente (deposto, Manuel Zelaya) voltar. As eleições seriam realizadas em novembro e ficaria tudo bem."

Lula afirmou que Zelaya é um "hóspede" na embaixada brasileira na capital hondurenha, Tegucigalpa, onde se encontra desde o dia 21 de setembro.

"Ele chegou lá e não íamos deixá-lo desamparado", disse o presidente.

Integridade

O presidente também lembrou do papel desempenhado pela embaixada cubana no Chile durante o golpe de Estado perpetrado pelo general Augusto Pinochet, em 1973.

"Os chilenos se refugiaram na embaixada de Cuba e nem mesmo o Pinochet violou a integridade da embaixada", disse.

Na declaração final da cúpula bilateral, as autoridades brasileiras e europeias pediram que o governo interino de Honduras "respeite a inviolabilidade" da embaixada brasileira em Tegucigalpa.

O texto também pede que seja mantida a integridade física de Zelaya, sua família e os membros de seu governo que o acompanham.

Distensão

Também nesta terça-feira, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou que "ao que parece, Micheletti se deu conta das besteiras que está fazendo".

Garcia se referia ao fato de o presidente interino de Honduras ter mostrado, nos últimos dias, uma maior disposição para negociar um fim para a crise no país centro-americano e ter chegado a admitir, inclusive, um eventual retorno de Zelaya ao poder.

Em mais um sinal de distensão, o governo interino suspendeu, na segunda-feira, o estado de sítio que vigorava no país desde 26 de setembro, cinco dias após a volta de Zelaya a Honduras.

Em uma entrevista coletiva no mesmo dia, Micheletti afirmou que os responsáveis pela deposição de Zelaya, em 28 de junho, serão "castigados" pela Justiça hondurenha.

Na quarta-feira, uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) desembarca em Honduras para negociar uma solução para crise no país.

A delegação será chefiada pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e contará ainda com os ministros das Relações Exteriores de Costa Rica, Equador, El Salvador, México, Panamá, Canadá e Jamaica, além dos embaixadores do Brasil e da Argentina na OEA.

A missão também contará com um representante do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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