Lula espera que 'golpistas não mexam na embaixada'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil apenas fez "aquilo que qualquer país democrático faz na hora em que um cidadão pede exílio na sua embaixada", ao comentar sobre o abrigo dado ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya. "Esperamos que os golpistas não mexam na embaixada brasileira e queremos que negociem. Só isso", disse.

NALU FERNANDES, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 12h54

As declarações de Lula foram dadas à imprensa internacional esportiva. Lula estava concedendo uma entrevista para promover o Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e a presença da imprensa brasileira não havia sido permitida. Os comentários de Lula sobre Honduras foram transmitidos aos jornalistas brasileiros, posteriormente, por meio de um assessor da Presidência.

O presidente disse que o Brasil está garantindo que Zelaya fique na embaixada brasileira em Tegucigalpa, avaliou que este é um direito internacional, mas ponderou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) é quem deverá fazer a negociação com o governo de facto de Honduras. "Quem deve negociar, na verdade, é a OEA, que tem representatividade e que tem procuração para isso", afirmou.

Lula disse que, até agora, o mediador oficial é o presidente da Costa Rica, Oscar Arias. O melhor negociador, reiterou Lula, deve ser a OEA, uma instituição multilateral que representa os países das Américas e, portanto, "deve sentar na mesa de negociações e conversar". "Até porque não existe negociador se não é pedido por nenhuma das partes", afirmou.

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