Lula fala de ex-URSS e comete gafe

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma situação embaraçosa quando, ao lado do presidente russo, Dmitri Medvedev, comentou que passou "grande parte da sua juventude sendo contra a invasão da Rússia no Afeganistão".

TÂNIA MONTEIRO, O Estado de S.Paulo

15 Maio 2010 | 00h00

Lula, depois de falar do seu otimismo com a possibilidade de o acordo com o Irã ser fechado e defender a criação de um Estado Palestino, começou a divagar. Com o discurso pró-Afeganistão, que se estendia e atrasava ainda mais o encerramento da cerimônia, Medvedev fez cara de impaciência ao ouvir as considerações de Lula, e apressou-se em encerrar a entrevista.

Pouco antes, um outro constrangimento foi provocado pela sofrível tradução do russo para o português e do português para o russo, que chegava a pular trechos de frases, e citava trechos desconexos, deixando Medvedev confuso em relação a algumas perguntas feitas pela imprensa brasileira.

Questionados se achavam que, se o acordo com o Irã não saísse agora, seria impossível de se evitar as sanções àquele país e, de zero a dez, que nota os presidentes dariam para as chances desse acordo com o Irã ser assinado, Medvedev indagou se aquela era uma pergunta ou uma declaração política e pediu para que ela fosse repetida. Lula, então, pediu socorro ao seu assessor: "Traduz aqui." Depois de ouvir a nova versão, Medvedev, riu e mostrou-se aliviado, respondendo que, "com otimismo" as chances do acordo com o Irã sair eram de 30%. Lula, então, emendou: "Ele não está otimista."

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