Lula fará pronunciamento à Nação sobre conflito no Iraque, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá fazer um pronunciamento à Nação sobre o conflito no Iraque. O secretário de Imprensa do Palácio do Planalto, Ricardo Kotscho, disse que se o ataque ao Iraque ocorrer hoje, Lula provavelmente falará amanhã. Não está definido, no entanto, se o presidente fará um pronunciamento ou se se dará uma entrevista coletiva. Segundo Amorim, "o presidente estará falando, acima de tudo, à Nação brasileira". Mas disse que o presidente tem a consciência de que estará sendo ouvido pela comunidade internacional. O ministro disse que recebeu hoje instruções expressas do presidente para que examine o papel e a estrutura das Nações Unidas após a eventual deflagração do conflito. "Ele deu instruções para que olhasse com grande atenção", afirmou. Amorim garantiu que o governo brasileiro continua acompanhando os desdobramentos da iminente guerra entre os EUA e o Iraque Amorim e fez um relato sobre as últimas conversas que o presidente Lula manteve com o dirigentes de países da América Latina e de outros continentes, bem como os telefonemas trocados com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Segundo o chanceler brasileiro, a posição do Brasil em relação ao conflito permanece a mesma, que é a defesa de uma solução pacífica para o caso. Durante a reunião de ministros realizada hoje, Amorim fez uma explanação sobre a posição brasileira em relação ao conflito e as ações tomadas pelo governo. Segundo o chanceler, o governo brasileiro considera que qualquer ação militar sem o endosso expresso do Conselho de Segurança da ONU põe em risco a própria estrutura da organização.Respondendo a uma pergunta de um jornalista sobre a posição da França em relação a um eventual uso de armas de destruição em massa pelo Iraque, o ministro disse desconhecer se o Iraque as possui. Ele disse, no entanto, que não acredita que o governo brasileiro venha a se envolver em algum esforço militar em qualquer circunstância. Amorim acrescentou que qualquer emprego de força deve ser sempre aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Amorim disse também que há dois aviões disponíveis para irem ao Iraque para resgatar cidadãos brasileiros, mas informou que os quatro brasileirso que moram no Iraque dizem que não querem sair de lá. Segundo Amorim, o governo brasileiro também está fazendo contato com brasileiros que moram nos Emirados Árabes Unidos e na Turquia.Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula - Os primeiros 100 dias

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