Lula oferece socorro, mas pede fim de provocações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalhou muito para a retomada das relações entre Colômbia e Venezuela, ficou "muito satisfeito" com o desfecho do caso. Também gostou do comportamento e declarações de Hugo Chávez, considerando que ele deu demonstrações de que realmente quer colaborar para a pacificação da região. Um dia antes de seguir para Bogotá, para assistir a posse de Juan Manuel Santos na presidência da Colômbia, Lula, mais uma vez, reuniu-se com Chávez, a quem pediu que não respondesse a nenhuma nova provocação até que Santos assumisse o governo.

Bastidores: Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2010 | 00h00

No embalo, assinou 27 acordos com a Venezuela. Os acordos, que antes se limitavam a áreas de petróleo e energia, agora chegaram à área de consumo de subsistência. Chávez vive o desabastecimento em várias cidades e muitos dos produtos de primeiras necessidades antes vinham da Colômbia, com quem o venezuelano tinha rompido. Com isso, a Venezuela precisou recorrer ao Brasil.

Um dos acordos assinados, por exemplo, dispensa de registro, licença ou declaração de importação, a entrada de produtos de subsistência na Venezuela, vindos do Brasil. O acordo define como mercadorias de subsistência produtos alimentícios, de limpeza, higiene e cosmética pessoal, peças de vestuário, calçados, livros, artigos escolares, revistas e jornais, para o consumo pessoal e da unidade familiar, quando não revelem destinação comercial por seu tipo, volume ou quantidade. Ou seja, o Brasil socorre a Venezuela, mas recomenda a Chávez que tenha calma, que aproveite o ambiente propício para restabelecer plenamente as relações com a Colômbia e evite declarações polêmicas envolvendo as Farc.

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