Lula: pacifismo do Brasil ajudará na questão iraniana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que espera que o Irã faça um acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para pôr um fim a crise envolvendo o seu programa de energia atômica. Em entrevista no Palácio do Itamaraty, Lula rebateu críticas à decisão do governo brasileiro de tentar intermediar o conflito entre o governo iraniano, Estados Unidos e outros países desenvolvidos. "O Brasil tem tamanho e grandeza para jogar esse papel", afirmou. "Cuida do conflito quem tem a experiência de paz no mundo. Se tem um país que pode dizer que é pacifista, é o Brasil", completou.

LEONENCIO NOSSA E DENISE CHRISPIM MARIM, Agência Estado

28 de abril de 2010 | 17h27

O presidente observou que no próximo mês estará em Teerã para encontro com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. "Eu acredito nas relações humanas e políticas somente a paz pode trazer possibilidade de o mundo se desenvolver. Se Deus quiser, vamos conseguir sucesso no nosso intento", disse. "Espero que a gente possa convencer os companheiros iranianos a não dar um passo adiante e construir uma bomba nuclear".

Lula disse ainda que espera o retorno do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que está no Irã, para discutir o processo de negociação. Lula voltou a dizer que defende o direito do Irã de enriquecer urânio para fins pacíficos e criticou as ameaças de sanção econômica àquele país por parte dos países desenvolvidos.

A uma pergunta sobre a possibilidade do Irã ser invadido, como ocorreu com o Iraque, Lula respondeu: "Eu, sinceramente, não vejo hipótese dos Estados Unidos invadirem o Irã. Isso não foi discutido em nenhum fórum". "O que existe é uma divergência entre a visão do Irã e a visão da Agência de Energia".

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