Lula: Paz no Oriente Médio só ganha com participação do Brasil

Presidente ainda afirmou que País 'não está interessado nosbenefícios econômicos' da região

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

27 de janeiro de 2009 | 20h49

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta terça-feira, 27, a participação do Brasil nos esforços internacionais para a promoção da paz no Oriente Médio. "A paz só tem a ganhar com a participação de países como o Brasil", disse, durante solenidade do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realizado na Sinagoga Deit Yaacov, em São Paulo. "Todos sabem que o Brasil não está interessado nos resultados políticos e nos benefícios econômicos que possam vir da região. Nosso interesse exclusivo é de contribuir para a paz", assinalou. "O Brasil tem condições e credenciais para participar de negociações internacionais." Lula chamou atenção para a ida do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, à região. Ele ressaltou que o convívio entre israelenses e palestinos "atinge corações e mente de todos", e frisou: "Devemos evitar que o ódio contamine o País." Ele afirmou acreditar que o Brasil pode se valer da convivência pacífica entre israelenses e palestinos no País para colaborar com a construção da paz. O presidente foi homenageado pela comunidade judaica pelo papel de incentivador dos direitos humanos. No evento de hoje, Lula avaliou que o Holocausto é um "episódio que não pode voltar a ocorrer" e destacou que o Brasil é um dos poucos países onde o crime de racismo não prevê fiança e nem prescreve. "O Brasil não aceita discriminação", enfatizou. "O Brasil não aceita escalada da violência como solução dos conflitos", afirmou, lamentando a morte de civis e manifestando a esperança na construção do diálogo na região. Lula estava acompanhado pelo ministro especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), e o senador Aloizio Mercadante (PT). O ministro da Justiça, Tarso Genro, foi representado pelo secretário de Assuntos Legislativos do ministério, Pedro Abramovay.

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