Lula pede secretaria definitiva e Parlamento Sul-Americano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira que a Comunidade Sul-Americana de Nações conte com uma comissão executiva, uma secretaria permanente com sede no Rio de Janeiro e um Parlamento comum, em Cochabamba.Lula disse que o bloco precisa de instituições permanentes, no seu discurso na cerimônia de abertura da Cúpula da Comunidade Sul-Americana de Nações, que termina neste sábado, na cidade boliviana de Cochabamba."Um projeto amplo como o da nossa comunidade tem que contar com instituições que nos permitam realizar nossos projetos", afirmou Lula na reunião com presidentes de sete dos 12 países do continente.Lula passou a Presidência temporária da Comunidade ao boliviano Evo Morales. E disse apoiar "com entusiasmo" as propostas sobre a criação de instituições permanentes apresentadas em Cochabamba por uma comissão estratégica de reflexão criada no ano passado, em Brasília."Se desejamos uma comunidade forte, é necessário fornecer os instrumentos necessários. Mais cedo ou mais tarde teremos que assumir certos conceitos de supranacionalidade no processo de integração", afirmou."É por isso que vejo com muito interesse a idéia da criação de uma comissão permanente de altos funcionários, apoiada por uma secretaria e que durante o próximo ano teria sede no Rio de Janeiro", propôs.Lula também defendeu a criação de um Parlamento comum com sede numa cidade que, como Cochabamba, esteja no centro do continente. Falando a Morales, o presidente disse que "seria fantástico" se, assim como o Mercosul tem uma secretaria permanente em Montevidéu, o Parlamento da América do Sul ou da América Latina ficasse em Cochabamba."Espero que possamos construir esse sonho antes de acabarmos nossos mandatos. Talvez possamos instalar o Parlamento em pouco tempo", afirmou. Lula acrescentou que espera, na próxima Cúpula, assinar um tratado que dê consistência jurídica e personalidade política, institucional e internacional à Comunidade sul-americana.Ele destacou os avanços da Comunidade desde sua criação, há dois anos, na cidade peruana de Cuzco, e disse que, após a reunião de 2005 com os países árabes e a outra, mais recente, com os africanos, espera um encontro com os asiáticos "para analisar oportunidades de negócios".

Agencia Estado,

09 de dezembro de 2006 | 03h37

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