Lula pedirá na ONU a união de pobres em foros mundiais

Em seu primeiro discurso no plenário da Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), às 11 horas de hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderá a união dos países em desenvolvimento na defesa de temas de seu interesse nos foros internacionais, um compromisso mais ambicioso das nações com o combate à pobreza e à exclusão social e o fortalecimento das instituições multilaterais. Ao falar dos organismos multilaterais, ele vai referir-se aos principais tópicos da política externa de seu governo e indicar a distância que pretende manter das ações e orientações dos Estados Unidos. Sua fala será ouvida por cerca de 90 chefes de Estado ou de governo e pela cúpula da ONU e de outros organismos internacionais. Logo depois dele, discursará o presidente americano, George W. Bush. Tema de tiroteio entre os EUA e o Brasil, as negociações em curso na Organização Mundial do Comércio (OMC) serão abordadas de forma incisiva por Lula. O presidente vai reiterar que a continuidade da Rodada Doha, com a preservação dos objetivos definidos para a negociação agrícola, é um dos pontos mais importantes para diminuir a assimetria entre as nações ricas e as pobres, corrigir distorções históricas e contornar as perspectivas de um cenário de gradual ampliação da exclusão dos países e povos já estão marginalizados. Cúpula Ao defender a união dos países em desenvolvimento, Lula pretende citar o exemplo do G-20 plus ? o grupo de 22 integrantes da OMC que afrontou os Estados Unidos e a União Européia na reunião de Cancún (México). O presidente deve ainda propor que a primeira meta da Cúpula do Milênio ? a redução pela metade do fatia da população mundial que vive com menos de um dólar ao dia até 2015 ? tenha seu prazo encurtado. Nessa linha, insistirá na necessidade de tornar viável o Fundo Mundial de Solidariedade contra a Fome e outras iniciativas de combate à pobreza. Leia também: Dívida com a ONU deixa País em posição vulnerável Dívida de US$ 40 milhões com Unesco complica posição do Brasil na ONU

Agencia Estado,

23 Setembro 2003 | 08h34

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