Lula poderá ir à Argentina para velório de Kirchner

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer acompanhar, na próxima sexta-feira, o velório do corpo de Néstor Kirchner, em Buenos Aires. A viagem começou a ser preparada por assessores e seguranças do Planalto. Logo que soube da morte do colega argentino, no começo da tarde de hoje, Lula decretou luto oficial de três dias no País.

LEONENCIO NOSSA E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

27 de outubro de 2010 | 19h56

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do Planalto, ele prestou solidariedade à presidente argentina, Cristina Kirchner. O comunicado ressalta que o ex-presidente contribuiu para mudanças no continente. "Foram notáveis o seu papel na reconstrução econômica, social e política de seu país e seu empenho na luta comum pela integração sul-americana", destacou a nota.

No comunicado, Lula ressalta que Néstor Kirchner foi um "grande aliado e fraternal amigo". "Os brasileiros se associam à dor de nossos irmãos argentinos neste momento amargo", destacava o comunicado. "O governo brasileiro e eu recebemos consternados a notícia da morte de Néstor Kirchner, secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas e ex-presidente da República Argentina".

Principal interlocutor do governo brasileiro com Buenos Aires, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, ressaltou, em nota, o trabalho de Kirchner nas negociações da União das Nações Sul-americanas (Unasul), onde ocupava o cargo de secretário-geral. "Testemunhei em diversas ocasiões a importante contribuição do presidente Kirchner para que nossos países pudessem consolidar sua aliança estratégica e, juntos, avançar no fortalecimento do Mercosul", disse Amorim.

O Itamaraty também divulgou nota em nome da presidência pro tempore do Mercosul, ocupada pelo Brasil. A nota destaca que Kirchner desempenhou "papel central" no fortalecimento da integração sul-americana. "Os anos em que esteve à frente do Executivo em seu país coincidiram com uma renovação do Mercosul rumo a um processo de integração marcado pela solidariedade e pela justiça social".

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